Com
os aparelhos celulares de hoje integrando mais poder de computação do que a NASA
usou para colocar um homem na Lua, e com a tecnologia LTE oferecendo acesso
instantâneo a todos os aplicativos que você poderia possivelmente precisar, os
benefícios para os consumidores são evidentes. Mas o que é que isso traz para as
operadoras de rede móvel?
A resposta simples é que o número de canais disponíveis agora para fazer chamadas de voz (serviços de telefonia via internet, como o Skype, por exemplo) pode significar que as operadoras de telefonia móvel não terão grandes lucros com a venda de chamadas telefônicas. No entanto, a rede 3G as transforma em provedores de serviços de dados e a tecnologia LTE lhes proporciona um resultado ainda melhor: sua infraestrutura eficiente reduz os custos operacionais, para que o fornecimento de serviços de dados seja mais barato e mais tentador para o consumidor.
Se isso torna as operadoras os novos reis do conteúdo ou apenas anunciantes móveis é um assunto discutível. Muitos prevêem que os principais participantes do mundo digital - como Google, Facebook e Amazon - serão os verdadeiros reis do conteúdo e as operadoras de telefonia móvel serão seus criados.
Mas nenhuma empresa isoladamente pode conduzir este mercado sozinha. Iniciativas já em andamento estão eletrizando as partes interessadas para criar e garantir a infraestrutura necessária. A Gemalto, por exemplo, está ajudando a garantir a primeira implantação comercial do Japão, em pareceria com a NTT DOCOMO, que experimentou um sistema protótipo de 4G já em 2007.
Ao longo dos próximos anos, as colaborações como esta ajudarão a criar redes de
velocidades ultra-altas que farão com que a rede 3G pareça uma lesma ao ser
comparado com ela.
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