Uma
pesquisa recente com usuários de rede social no Japão (onde as tendências
tecnológicas culturais geralmente se desenvolvem), feita pela Mobile Marketing
Data Labs, produz uma leitura fascinante. Ela revela que 75,4% dos consumidores
japoneses só acessam os serviços de computação social pelo telefone celular. Em
contrapartida, somente 2% dos entrevistados disseram que só acessam esses
serviços pelo PC. É uma tendência que vem sendo seguida no mundo desenvolvido.
Mais pessoas nessas regiões têm acesso ao telefone celular do que ao computador,
de modo que elas têm sido rápidas na adesão a serviços emergentes de redes
sociais.
Na Europa, segundo um relatório recente da Forrester, "Por que o celular poderia reinventar a computação social" (outubro de 2009), em média 7% dos jovens de 16 a 24 anos já acessam sites de rede social usando o celular, comparado com 3% de todos os clientes europeus on-line. Da mesma forma, um relatório do JRC Institute for Prospective Technological Studies, "O impacto da computação social na economia e na sociedade da informação da UE", revela que, até o final de 2008, 41% dos usuários de internet da UE participavam de atividades de computação social, um número que subia para 64% se fossem considerados os usuários com menos de 24 anos.
De acordo com o mesmo relatório da Forrester, "o telefone celular tem o
potencial de se tornar o elo das atividades de computação social". Não é de
surpreender, já que as duas tecnologias existem para melhorar as comunicações.
Basta pensar no YouTube para ter um exemplo do casamento perfeito entre um
telefone celular equipado com uma câmera de vídeo e uma cultura de
compartilhamento on-line. O sucesso dele foi tão grande que, se o YouTube fosse
um país, ele seria o terceiro país mais populoso do mundo. O que só serve para
mostrar que tudo o que se precisa para iniciar uma revolução é o catalisador
correto.
Durante anos, as pessoas sonharam com uma sociedade "sempre conectada", na qual
uma combinação de redes WiFi e banda larga forneceria internet a todos, não
importando onde estivessem. Para a maioria, a realidade tem sido "nem sempre
conectado quando mais se precisa". No entanto, como prova a Generation Next, as
coisas não têm que ser assim se você estiver preparado para dar o salto da banda
larga fixa para a móvel.
O "Estudo sobre banda larga móvel", recém-publicado pela CCA Insight, sugere que
a banda larga móvel na Europa irá explodir este ano, com o número de assinantes
e de faturamento previsto para duplicar até 2011. Nos outros lugares, essa
explosão já aconteceu. Segundo Alexei Poliakov, um analista com especial
interesse no mercado móvel japonês, a penetração da banda larga móvel 3G no
Japão já chegou a 95% do mercado, e 84,3% dos consumidores móveis estão usando
planos de dados 3G.
O tipo de penetração 3G encontrada no Japão fomenta o desenvolvimento inicial de
uma cultura de rede social localizada. O Twitter tem cerca de meio milhão de
usuários japoneses, e o Facebook tem 1,5 milhão, mas a rede local Mixi tem
impressionantes 17 milhões. Essas redes atraem a cultura de jogos, tão forte no
Japão – e elas não têm medo de cobrar por conteúdo de qualidade.
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